Fragilidade (Fenótipo de Fried)

Risco pré-operatório · Avaliação de fragilidade

Critérios do fenótipo de Fried

Marque cada critério presente (1 ponto por item).

Classificação

Pontuação: 0

Robusto

Sobre o Fenótipo de Fried

O fenótipo de fragilidade de Fried operacionaliza a fragilidade como uma síndrome biológica de reserva fisiológica diminuída, mensurável à beira do leito por cinco domínios físicos. No pré-operatório, a fragilidade é preditora independente de complicações pós-operatórias, mortalidade, tempo de internação prolongado e perda de autonomia — informação que a idade cronológica e a lista de comorbidades isoladamente não capturam.

Como calcular

Cada um dos cinco critérios presentes vale 1 ponto, com soma de 0 a 5: perda de peso não intencional (≥4,5 kg ou ≥5% do peso no último ano), fraqueza (força de preensão reduzida), lentidão (velocidade da marcha reduzida), exaustão autorreferida e baixa atividade física. Na coorte original, força de preensão, velocidade de marcha e nível de atividade eram aferidos com pontos de corte ajustados por sexo e antropometria; aqui cada domínio é marcado como presente ou ausente.

Como interpretar

PontuaçãoClassificação
0Robusto
1 a 2Pré-frágil
3 a 5Frágil

O paciente frágil (3 ou mais critérios) concentra o maior risco perioperatório e se beneficia mais de otimização pré-operatória, discussão de metas de cuidado e planejamento de reabilitação. O estado pré-frágil (1 a 2 critérios) identifica transição potencialmente reversível, alvo de intervenção nutricional e de exercício.

Quando usar e limitações

Útil na triagem de idosos candidatos a cirurgia não cardíaca de médio e grande porte. A aferição objetiva (dinamômetro para preensão, teste cronometrado de marcha) é mais fidedigna que a estimativa por observação, e o desempenho pode ser mascarado por dor aguda, restrição de mobilidade ou doença descompensada no momento da avaliação. O escore quantifica risco, mas não substitui o julgamento clínico nem a avaliação funcional e cognitiva ampla.

Referência: Fried LP, Tangen CM, Walston J, et al. Frailty in older adults: evidence for a phenotype. J Gerontol A Biol Sci Med Sci. 2001;56(3):M146–M156. · Diretriz ESAIC de avaliação pré-operatória do paciente idoso.