Risco pré-operatório · Tromboembolismo venoso (TEV)
Marque a faixa etária, a cirurgia prevista e todos os fatores presentes. Modelo Caprini modificado.
Idade (escolha uma)Pontuação total: 0
Categoria: Muito baixo risco
Modelo Caprini modificado para TEV em pacientes cirúrgicos. Categorias: Muito baixo (0 pts, risco <0,5%), Baixo (1–2 pts, risco 1,5%), Moderado (3–4 pts, risco 3,0%), Alto (≥5 pts, risco 6,0%) — risco de TEV na ausência de profilaxia. Não substitui o julgamento clínico.
Modelo de avaliação de risco Caprini modificado para TEV em pacientes cirúrgicos gerais (baseado em Caprini JA. Dis Mon. 2005). Referência: UpToDate – Risk factors for VTE (Caprini score).
O escore de Caprini é um modelo de avaliação de risco que estima a probabilidade de tromboembolismo venoso (TEV) — trombose venosa profunda e embolia pulmonar — no período perioperatório, somando fatores clínicos, cirúrgicos e de história pessoal e familiar. Serve para graduar a intensidade da profilaxia em pacientes cirúrgicos. Esta calculadora aplica o modelo Caprini modificado, adotado nas diretrizes de tromboprofilaxia em cirurgia.
Some os pontos de cada domínio, sem limite superior fixo. A idade contribui com 0 a 3 pontos (<41, 41–60, 61–74 e ≥75 anos) e o porte cirúrgico previsto adiciona de 1 a 5 pontos (pequeno porte; artroscópica ou aberta/laparoscópica >45 min; até artroplastia eletiva, que vale 5). Os demais fatores valem 1, 2, 3 ou 5 pontos conforme o peso trombótico: varizes e IMC >25 kg/m² somam 1 ponto; malignidade e acesso venoso central, 2 pontos; história pessoal ou familiar de TEV, trombofilia e HIT, 3 pontos; AVC recente e fratura de quadril, pelve ou perna, 5 pontos.
O total define uma de quatro categorias, cujos percentuais refletem o risco estimado de TEV na ausência de profilaxia:
| Pontuação | Categoria | Risco de TEV |
|---|---|---|
| 0 | Muito baixo | <0,5% |
| 1–2 | Baixo | 1,5% |
| 3–4 | Moderado | 3,0% |
| ≥5 | Alto | 6,0% |
Na estratificação da diretriz ACCP/CHEST, o risco muito baixo (0 ponto) costuma ser conduzido apenas com deambulação precoce e o baixo risco com medidas mecânicas, enquanto a partir de ≥5 pontos (alto risco, ~6,0%) indica-se profilaxia farmacológica. Na faixa moderada, a escolha entre profilaxia mecânica e farmacológica pondera o risco hemorrágico individual.
O escore foi desenvolvido e validado sobretudo em pacientes de cirurgia geral e abdominopélvica, contexto em que embasa a decisão de tromboprofilaxia; sua acurácia é menor em populações não avaliadas na derivação, como certos cenários ortopédicos e clínicos, que dispõem de modelos próprios. É uma ferramenta de estratificação e não substitui o julgamento clínico nem a avaliação do risco de sangramento — a indicação, o agente e a duração da profilaxia devem seguir o protocolo do seu serviço.
Referência: Caprini JA. Thrombosis risk assessment as a guide to quality patient care. Dis Mon. 2005;51(2-3):70-78. · Gould MK et al. Prevention of VTE in Nonorthopedic Surgical Patients (ACCP/CHEST, 9ª ed.). Chest. 2012;141(2 Suppl):e227S-e277S.