Checklist ASRA 2020 · Local Anesthetic Systemic Toxicity
Suspeitar de LAST quando há sintomas após administração de anestésico local.
Acionar equipe e, em cenário de parada refratária, notificar precocemente equipe de bypass cardiopulmonar/ECMO.
Ventilar com O₂ 100%. Evitar hiperventilação. Via aérea avançada se necessário.
Benzodiazepínicos em primeira linha. Evitar propofol em caso de instabilidade cardiovascular. Se apenas propofol estiver disponível, usar dose baixa (ex.: incrementos de 20 mg).
O manejo de arritmias e parada cardíaca por LAST é diferente de outros cenários de parada e pode exigir esforço prolongado. Objetivos: manter perfusão coronária e evitar hipóxia tecidual. RCP de alta qualidade durante a parada, para perfundir as coronárias e para circular a emulsão lipídica (geralmente administrada em paralelo).
Seguir princípios de suporte avançado de vida, com as modificações abaixo:
Indicada em convulsão refratária ou cardiotoxicidade. Doses abaixo (peso corporal ideal). Manter infusão por pelo menos 15 min após estabilização hemodinâmica.
Peso > 70 kg:
Bólus 100 mL IV em 2–3 min → infusão 250 mL em 15–20 min.
Peso < 70 kg:
Bólus 1,5 mL/kg IV em 2–3 min → infusão 0,25 mL/kg/min. Repetir bólus se necessário; dose máxima total ~10 mL/kg.
Considerar ECMO / bypass cardiopulmonar. Notificação precoce da equipe é essencial.
Após estabilização, observar:
A toxicidade pode ser bifásica; manter vigilância prolongada (≥ 24 h em casos graves).
Baseado em: Neal JM et al. American Society of Regional Anesthesia and Pain Medicine Local Anesthetic Systemic Toxicity checklist: 2020 version. Reg Anesth Pain Med 2021;46:81–82. ASRA Practice Advisory on LAST (2017). StatPearls – Local Anesthetic Toxicity. UpToDate – Local anesthetic systemic toxicity.