Abordagem descritiva CO₂–HCO₃⁻ · Compensações esperadas
Normal: 7,35 – 7,45
Normal: 35 – 45 mmHg
Normal: 22 – 26 mEq/L
Normal: 135 – 145 mEq/L
Normal: 3,5 – 5,0 mEq/L
Normal: 98 – 107 mEq/L
Normal: < 2,0 mmol/L
Normal: 3,5 – 5,0 g/dL
Distúrbio provável
—HCO₃⁻ esperado (mEq/L) = 24 + (PaCO₂ − 40) / 10
HCO₃⁻ esperado (mEq/L) = 24 + 4 × (PaCO₂ − 40) / 10
HCO₃⁻ esperado (mEq/L) = 24 − 2 × (40 − PaCO₂) / 10
HCO₃⁻ esperado (mEq/L) = 24 − 5 × (40 − PaCO₂) / 10
PaCO₂ esperado (mmHg) = 1,5 × HCO₃⁻ + 8 (± 2)
PaCO₂ esperado (mmHg) = 0,7 × HCO₃⁻ + 20 (± 5)
Ânion gap = Na⁺ − (Cl⁻ + HCO₃⁻) · valor de referência ≈ 12 mEq/L
Delta ratio = (Ânion gap − 12) / (24 − HCO₃⁻)
Atenção: O delta ratio só deve ser utilizado quando há acidose metabólica com ânion gap aumentado (AG > 12 mEq/L). Fora desse contexto, a interpretação é sujeita a erros.
Interpretação por intervalo:
< 0,4: Acidose metabólica de AG elevado associada a componente hiperclorêmico importante (ou acidose metabólica predominantemente de AG normal).
0,4 – 1: Acidose metabólica de AG elevado associada a acidose metabólica de ânion gap normal (duas acidoses metabólicas).
1 – 2: Acidose metabólica de AG elevado “pura” (ex.: lactato ≈ 1,6; cetoacidose costuma se aproximar de 1).
> 2: Acidose de AG elevado associada a alcalose metabólica ou a acidose respiratória crônica compensada (bicarbonato “sobrando” em relação à queda esperada).
A análise ácido-base parte de três valores — pH, PaCO₂ e HCO₃⁻ — para dizer se há acidose ou alcalose e se a origem é respiratória ou metabólica. Faixas de referência (sangue arterial): pH 7,35–7,45; PaCO₂ 35–45 mmHg; HCO₃⁻ 22–26 mEq/L.
Na hipoalbuminemia, o ânion gap medido subestima o real — corrija somando ~2,5 mEq/L para cada 1 g/dL de albumina abaixo de 4 g/dL, senão uma acidose metabólica de ânion gap elevado pode passar despercebida.
Referência: Berend K, de Vries APJ, Gans ROB. Physiological approach to assessment of acid–base disturbances. N Engl J Med. 2014;371(15):1434–1445.